Fibra Óptica Atinge Marco Histórico de 80% dos Acessos Fixos no Brasil, Impulsionada por Pequenas Operadoras
A fibra óptica consolidou sua hegemonia no mercado brasileiro de banda larga fixa, ultrapassando pela primeira vez a marca de 80% dos acessos. Os dados mais recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam que 80,2% das conexões utilizam essa tecnologia, um avanço significativo em relação aos 77,8% registrados em março de 2025 e um crescimento superior a 14% desde 2022. Esse expressivo aumento é amplamente impulsionado pela expansão de milhares de pequenas operadoras regionais.
O levantamento da Anatel, divulgado recentemente, também detalha a composição das conexões de banda larga fixa no país. Enquanto a fibra óptica avança, outras tecnologias como o cabo coaxial registram queda, com 14,2% das conexões, uma diminuição de 1,5%. O acesso via rádio representa 2,9%, o satélite 1,6% e as conexões por cabos metálicos, concentradas nas grandes operadoras, somam 1,1%.
No cenário competitivo, a Claro mantém a liderança geral na banda larga fixa, com 19,3% dos contratos, embora a maioria de seus clientes ainda utilize a tecnologia de cabo coaxial. A Vivo figura em segundo lugar, com 14,8% do total, e se destaca como a maior operadora de fibra óptica do país. A Nio (anteriormente Oi) aparece em seguida com 6,3%, apresentando uma perda de clientes.
O Avanço das Pequenas e Médias Empresas na Expansão da Fibra Óptica
O crescimento da fibra óptica no Brasil tem sido fortemente impulsionado pela atuação de operadoras regionais. A Brisanet, com atuação concentrada no Nordeste, ocupa a quarta posição no mercado com 2,8% dos acessos. O grupo Brasil TecPar, que opera sob marcas como Amigo, Ávato, Blink e ALT Telecom, detém 2,5% e está prestes a ascender para a quarta colocação, após a aquisição da operação de banda larga fixa da Ligga (antiga Copel Telecom), que representava 0,6% do mercado.
Satélite Ganha Espaço com Starlink Liderando o Mercado
O acesso à internet via satélite também tem visto um crescimento notável, impulsionado principalmente pela Starlink. Dos 882.438 acessos via satélite registrados, a empresa de Elon Musk detém expressivos 79,9%. A categoria de acesso via satélite aumentou 0,5% desde março de 2025, beneficiada pelo interesse em serviços de órbita baixa e pela qualidade inferior e custos elevados de concorrentes que utilizam satélites geoestacionários. A expectativa é de maior concorrência com a chegada de novos players como o Amazon Leo e a chinesa SpaceSail.
Tecnologias Móveis: 4G Ainda Prevalece, Mas 5G Cresce Rapidamente
No segmento de telefonia móvel, o 4G (LTE) continua sendo a tecnologia predominante, presente em 64,9% das 273,5 milhões de linhas ativas no país. No entanto, o 5G (NR) demonstra um crescimento acelerado, alcançando 23,1% do total de acessos. Se considerarmos apenas as linhas de padrão (excluindo conexões M2M), o 5G já representa 29% do mercado. Vivo, Claro e TIM seguem como as maiores operadoras móveis, com participações de 37,9%, 33,2% e 22,7%, respectivamente. A Algar Telecom se destacou pelo crescimento de sua participação no período.
TV por Assinatura Tradicional em Declínio Frente ao Streaming
O serviço tradicional de TV por assinatura (SeAC) segue em trajetória de queda, com 7,3 milhões de assinaturas em 2026, uma redução em relação aos 8,6 milhões de março de 2025. Deste total, 49% utilizam satélite, 37,9% cabo coaxial e 13% fibra óptica. É importante notar que esses números não incluem os serviços de streaming via internet, como Sky+ e Claro TV+ Box, nem o acesso irregular a sinais de TV paga, que não são computados pela Anatel.