Microsoft remove post que defendia Windows 11 sem antivírus de terceiros, levantando dúvidas sobre o Defender A Microsoft retirou silenciosamente de seu portal uma publicação que afirmava que o Windows 11 não necessitava de antivírus de terceiros. A notícia foi

Microsoft remove post que defendia Windows 11 sem antivírus de terceiros, levantando dúvidas sobre o Defender

A Microsoft retirou silenciosamente de seu portal uma publicação que afirmava que o Windows 11 não necessitava de antivírus de terceiros. A notícia foi divulgada pelo laboratório independente AV-Comparatives e repercutiu em fóruns especializados, reavivando a discussão sobre a real capacidade de proteção do Microsoft Defender.

O conteúdo removido garantia que o antivírus nativo do Windows era suficiente para proteger os usuários contra ameaças como phishing e arquivos maliciosos. A mudança de discurso da Microsoft ocorre em um momento delicado para o Windows 11, que tem enfrentado críticas quanto à sua estabilidade e desempenho.

Conforme informações que circularam até meados de maio e confirmadas por registros do Archive.org, o artigo defendia a robustez do Defender. No entanto, testes independentes recentes, como os do AV-Comparatives, indicam que a proteção nativa apresenta limitações significativas em determinados cenários, conforme relatado pelo portal Neowin.

Eficácia do Microsoft Defender sob escrutínio

Embora o Microsoft Defender tenha evoluído consideravelmente e ofereça uma boa proteção para usuários com navegação básica e em ambientes online, testes recentes apontam vulnerabilidades. Em testes realizados pelo AV-Comparatives, a taxa de detecção de ameaças offline do Defender caiu para **89,2%**, enquanto soluções concorrentes alcançaram **98,6%**. Isso se deve, em parte, à forte dependência do Defender de consultas em nuvem para identificar arquivos perigosos.

Essa dependência de conexão com a internet para uma proteção mais eficaz significa que, quando o computador está offline, a segurança pode ser comprometida. A necessidade de acesso constante à nuvem para a análise de arquivos maliciosos é um ponto de atenção para a Microsoft e seus usuários.

Outro aspecto levantado pelos testes é o consumo de recursos de hardware. Em um teste de desempenho realizado em abril, o Defender se posicionou apenas na faixa intermediária, indicando que **consome mais recursos do sistema** em comparação com algumas soluções de terceiros, que são mais otimizadas para rodar em segundo plano.

Limitações do ecossistema Microsoft

A proteção do Windows, incluindo o filtro SmartScreen, também demonstra limitações quando o usuário não utiliza os produtos da própria Microsoft. O SmartScreen, por exemplo, atinge sua máxima eficiência quando o navegador padrão é o **Microsoft Edge** e o cliente de e-mail é o **Outlook**. Usuários que preferem outros navegadores como Chrome, Firefox ou Brave, ou clientes de e-mail como Thunderbird, podem ter uma experiência de segurança diferente e menos abrangente contra links maliciosos.

Essa dependência de um ecossistema fechado pode ser um fator que leva muitos usuários a buscar antivírus de terceiros. Esses pacotes de segurança alternativos geralmente oferecem barreiras de proteção que funcionam de forma eficaz em qualquer programa, independentemente das preferências do usuário em relação a navegadores ou outros aplicativos.

Diante da repercussão e das dúvidas geradas pela remoção do artigo, a Microsoft foi procurada pelo Neowin, mas optou por **não comentar os motivos** que levaram à exclusão da publicação sobre a necessidade de antivírus no Windows 11.

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