Senador americano Bernie Sanders quer dar metade das empresas de IA ao povo americano através de fundo soberano. O senador dos Estados Unidos, Bernie Sanders, apresentou um projeto de lei ambicioso que visa transferir 50% das ações de empresas de

Senador americano Bernie Sanders quer dar metade das empresas de IA ao povo americano através de fundo soberano.

O senador dos Estados Unidos, Bernie Sanders, apresentou um projeto de lei ambicioso que visa transferir 50% das ações de empresas de inteligência artificial para o povo americano. A proposta, batizada de “American AI Sovereign Wealth Fund Act”, estabelece a criação de um fundo soberano, atrelado ao governo, que receberia essa participação acionária.

O objetivo principal da iniciativa é garantir que a riqueza gerada pela IA beneficie a população dos Estados Unidos como um todo, em vez de se concentrar nas mãos de poucos. Sanders argumenta que a inteligência artificial é construída sobre o conhecimento coletivo da humanidade, e, portanto, a riqueza resultante deve ser compartilhada coletivamente.

A proposta mira em gigantes do setor como OpenAI, Anthropic e a xAI de Elon Musk. Sanders expressou sua visão em suas redes sociais, afirmando que “a IA é construída sobre o conhecimento coletivo da humanidade. A riqueza que ela gera deve beneficiar a humanidade — e não apenas Elon Musk, Sam Altman e outros oligarcas da IA”. A iniciativa busca dar ao povo uma participação direta na propriedade dessa tecnologia transformadora, conforme divulgado pelo Mashable.

O que diz o projeto de lei?

O projeto de lei de Bernie Sanders parte da premissa de que os modelos de IA se baseiam no trabalho e pesquisa de milhões de pessoas, muitas vezes sem consentimento ou recompensa. Assim, a riqueza produzida pela IA, sendo um resultado do esforço humano coletivo, deve ser compartilhada de forma coletiva. A transferência seria única de 50% do capital das empresas de IA por meio de ações para o fundo soberano.

Quais as chances de aprovação?

Apesar da influência de Sanders, as chances de aprovação do projeto em sua forma atual são consideradas pequenas. Empresas de IA provavelmente apresentarão resistência, embora Sanders tenha citado ideias de fundos soberanos ligadas à IA propostas pela própria indústria, como as da Anthropic e de Sam Altman, CEO da OpenAI. Um dos pontos de questionamento é a transferência de ações, e não de receita ou lucro, especialmente considerando que algumas operações, como as da OpenAI, ainda são deficitárias.

Adicionalmente, o impacto sobre grandes conglomerados como Amazon, Google e Microsoft, onde a IA é apenas um dos vários negócios, ainda não está claro. A proposta também levanta questões sobre como seria a gestão e a operação de um fundo desse porte, com a complexidade inerente a empresas de tecnologia de ponta.

Um alerta sobre os impactos da IA

Mesmo que o projeto de lei não seja aprovado, a iniciativa de Sanders cumpre um papel importante ao **chamar a atenção para os potenciais aspectos negativos da inteligência artificial sobre a sociedade**. O senador tem sido um defensor vocal sobre os riscos da IA, como a possibilidade de eliminação em massa de empregos. Sua proposta serve como um catalisador para o debate público sobre a necessidade de regulamentação e de um desenvolvimento mais equitativo da tecnologia.

A discussão em torno da **democratização da riqueza gerada pela IA** ganha força com essa proposta. A ideia é que os avanços tecnológicos sirvam ao bem-estar geral, e não apenas à acumulação de capital por uma elite. O projeto de Sanders, portanto, vai além de uma simples medida legislativa, posicionando-se como um **marco no debate sobre o futuro da inteligência artificial e seu papel na sociedade**.

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