Samsung enfrenta cenário desafiador para divisão mobile A gigante sul-coreana Samsung pode estar à beira de um marco negativo em sua trajetória. Relatos da imprensa especializada indicam que a divisão mobile da empresa pode registrar seu primeiro prejuízo anual desde

Samsung enfrenta cenário desafiador para divisão mobile

A gigante sul-coreana Samsung pode estar à beira de um marco negativo em sua trajetória. Relatos da imprensa especializada indicam que a divisão mobile da empresa pode registrar seu primeiro prejuízo anual desde sua criação em 2021. A preocupação teria partido do próprio chefe da área, Roh Tae-moon, em meio a uma queda de rentabilidade acentuada.

O principal vilão dessa história é o aumento no preço das memórias, um componente crucial para o desempenho de smartphones e outros dispositivos eletrônicos. Essa escalada de custos tem afetado toda a indústria de tecnologia, forçando fabricantes a repassar os aumentos para os consumidores ou a operar com margens de lucro cada vez menores.

Mesmo com o lançamento de modelos de ponta, como o recém-chegado Galaxy S26, a estratégia de aumento de preços de tabela não teria sido suficiente para compensar os custos crescentes de produção. A publicação Money Today aponta que um único smartphone de ponta, como o Galaxy S26 Ultra, que frequentemente conta com 12 GB de memória LPDDR5X, consome a mesma quantidade de memória que cerca de 4.600 supercomputadores de IA.

Lucro total da Samsung cresce, mas impulsionado pelo setor de memórias

Em um cenário que pode parecer contraditório, o lucro total da Samsung apresentou um crescimento expressivo, chegando a aumentar oito vezes. No entanto, essa alta rentabilidade está concentrada justamente na área que causa a pressão sobre a divisão mobile: o negócio de memórias da fabricante. A empresa, ao lado de suas concorrentes SK Hynix e Micron, domina 90% do mercado global de memórias DRAM.

Escassez de chips de memória pode se estender até 2028

O levantamento mais recente do jornal japonês Nikkei Asia reforça a gravidade da situação, indicando que o alívio na crise de chips de memória pode não ocorrer antes de 2028. O desabastecimento, que se intensificou desde o final do ano passado, é resultado do redirecionamento das fábricas das gigantes de semicondutores para o suprimento de Inteligência Artificial (IA).

Essas empresas têm priorizado a produção de memórias de alta largura de banda (HBM), essenciais para os data centers de IA, em detrimento das memórias de uso geral (DRAM). Essa mudança estratégica levou até mesmo ao fim de marcas icônicas, como a Crucial da Micron, após quase três décadas no mercado. A escassez de componentes para aparelhos de consumo, como smartphones, tende a persistir, pressionando ainda mais os custos de produção da Samsung e de outras empresas do setor.

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