Reino Unido estuda expandir taxa de licença de TV para usuários de streaming como YouTube e Netflix O governo do Reino Unido está em discussões avançadas sobre a possibilidade de **ampliar a cobrança da taxa de licença de televisão** para

Reino Unido estuda expandir taxa de licença de TV para usuários de streaming como YouTube e Netflix

O governo do Reino Unido está em discussões avançadas sobre a possibilidade de **ampliar a cobrança da taxa de licença de televisão** para incluir usuários de serviços de streaming, como Netflix e YouTube. A medida visa adaptar a arrecadação às novas formas de consumo de mídia e **garantir o financiamento da BBC**, a emissora pública britânica.

Atualmente, a taxa, que custa 180 libras anuais (aproximadamente R$ 1.215), é obrigatória apenas para quem assiste a transmissões ao vivo ou utiliza o BBC iPlayer. A expansão da cobrança, segundo o jornal The Independent, poderia alcançar entre **3 a 4 milhões de domicílios adicionais**.

A proposta surge em um cenário de **pressão financeira para a BBC**, que registrou um déficit operacional de 121 milhões de libras no ano fiscal de 2025/2026. A emissora tem visto uma **queda contínua no número de pagantes da licença**, com aproximadamente 2 milhões de licenças a menos nos últimos cinco anos. Conforme informação divulgada pelo jornal The Independent, a intenção do governo é que consumidores de plataformas de streaming, que hoje podem evadir a taxa, passem a contribuir para o financiamento público.

BBC enfrenta desafios de receita com a migração para o digital

A arrecadação da licença de televisão é a **principal fonte de financiamento da BBC**, gerando anualmente entre 3,8 e 3,9 bilhões de libras. No entanto, a emissora tem enfrentado uma redução significativa no número de licenças ativas, com cerca de 539 mil delas não sendo renovadas apenas no último ano.

Essa diminuição de pagantes reflete uma **mudança nos hábitos de consumo de vídeo**, com um número crescente de pessoas optando por serviços de streaming. Uma fonte do governo, ouvida pelo The Independent, destacou que a proposta busca “adaptar a cobrança à mudança nos hábitos de consumo de vídeo pela internet” e que “não é justo que as pessoas consigam assistir a conteúdos de TV, mas evitem a taxa de licença”.

“Taxa do YouTube” pode injetar bilhões na BBC

A possibilidade de estender a taxa para usuários de plataformas como o YouTube, que conta com cerca de **55 milhões de usuários no Reino Unido**, tem levado a proposta a ser apelidada de “taxa do YouTube”. Essa expansão tem o potencial de dar um novo fôlego financeiro à emissora pública.

As discussões sobre a reformulação do financiamento da BBC estão sendo conduzidas pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido (DCMS). A proposta deve ser incorporada à **renovação da Carta Real da BBC**, documento que estabelece as regras de governança e financiamento da emissora e cuja versão atual expira no próximo ano.

Novos destinos para a arrecadação e decisões pendentes

Além de garantir a sustentabilidade da BBC, o DCMS avalia destinar parte da arrecadação adicional a outras áreas, como o **financiamento do jornalismo local e iniciativas de combate à desinformação**. A intenção é tornar o modelo de financiamento mais adequado à era digital.

Em nota oficial, o DCMS afirmou que está avaliando “diferentes alternativas para tornar o financiamento da BBC sustentável e adequado às mudanças no consumo de mídia”. Contudo, o departamento ressaltou que **nenhuma decisão final foi tomada até o momento**, indicando que o debate sobre a “taxa do YouTube” e outras mudanças ainda está em andamento.

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