A maldição do Nível 1 chega aos games com The Player Who Can’t Level Up, prometendo ação roguelite e um sistema único de progressão. O webtoon sul-coreano The Player Who Can’t Level Up, com mais de 210 milhões de visualizações

A maldição do Nível 1 chega aos games com The Player Who Can’t Level Up, prometendo ação roguelite e um sistema único de progressão.

O webtoon sul-coreano The Player Who Can’t Level Up, com mais de 210 milhões de visualizações e 225 episódios, inspira um novo jogo roguelite de ação em 3D. Desenvolvido pelo estúdio Tripearl Games, o título adapta a jornada de Kim Kigyu para o universo dos games, onde a premissa de um personagem preso no Nível 1 por cinco anos, mas que aprimora suas armas, as Ego Swords, se torna o cerne da jogabilidade.

A demo já disponível no Steam oferece um vislumbre do que esperar. O jogo se passa no Panteão, um hub central de onde os jogadores acessam a “Another Tower” para enfrentar desafios temáticos e desvendar segredos da narrativa. A promessa é de um combate focado em timing e resposta rápida, com um loop de gameplay que incentiva a melhoria contínua das habilidades para superar os desafios cada vez maiores.

A adaptação busca trazer a essência do webtoon para o mundo dos videogames, focando em um sistema de progressão que se distancia da evolução tradicional do personagem. Ao invés de subir de nível, o jogador aprimora suas armas e habilidades de outras formas, o que, segundo a própria fonte, pode tornar o aprendizado dos padrões inimigos ainda mais crucial para o sucesso em cada nova tentativa. Conforme informação divulgada pela própria fonte, a demo já está disponível no Steam.

Gameplay: Parry, Ataque e a Arte de Construir Builds Estratégicas

Seguindo a linha de jogos roguelite como Saros e Morbid Metal, The Player Who Can’t Level Up exige que os jogadores dominem o sistema de “parry e atacar”. A observação dos padrões inimigos é fundamental, especialmente porque, segundo os testes realizados, eles são bem claros no início. O combate é ágil, com comandos simples que oferecem um alto potencial de habilidade através do uso de dashes, barras de energia e ataques especiais.

O desempenho nas batalhas é diretamente atrelado às recompensas obtidas, e a gestão de inventário, incluindo poções e equipamentos, torna-se estratégica durante cada run. A morte, elemento central do gênero roguelite, não é o fim, mas sim um ponto de partida para o aprimoramento. Ao retornar ao Panteão após a derrota, o jogador pode atualizar suas habilidades, preparando-se para a próxima incursão.

Sistemas de Crescimento Distintos para Superar a Maldição do Nível 1

Em The Player Who Can’t Level Up, a progressão do jogador se manifesta através de diferentes sistemas no Panteão. O Exalosis permite aumentar o nível dos personagens com moedas de cristal, enquanto Metanos oferece um crescimento expandido com moedas de pedra. O Sigmatron é onde recompensas de missões específicas podem ser resgatadas, e os Fragmentos de Ego, como “Predador de Sangue” ou “Técnica de Clone das Sombras”, podem ser coletados e combinados para evoluir até o nível 3. Além disso, as Bênçãos concedem bônus aleatórios durante as fases, como aumento de HP, dano ou velocidade de ataque, adicionando uma camada extra de estratégia a cada run.

Pontos de Atenção: Cenários Monótonos e Desafios que Pedem Mais Habilidade

Apesar da proposta intrigante e do sistema de evolução de habilidades ser bem interessante, The Player Who Can’t Level Up ainda apresenta pontos que necessitam de polimento. Os cenários, embora contenham elementos exploráveis, são descritos como relativamente simples. A sensação de repetição ao transitar entre áreas, como da Área 1 para a Área 2, pode tornar a experiência monótona, mesmo em uma demo curta.

Outro ponto de atenção é a aparição de inimigos comuns durante lutas contra chefes, o que pode gerar frustração. A fonte aponta que o aumento da dificuldade muitas vezes se resume à presença de mais inimigos simultaneamente, em vez de um desafio que exija maior habilidade, o que pode ser interpretado como uma evolução limitada dos próprios inimigos, quase como se eles também não conseguissem subir de nível.

Vale a Pena Esperar Pelo Lançamento Completo?

A primeira impressão do jogo é positiva, com a proposta de um personagem que não evolui, forçando o jogador a aprimorar suas próprias habilidades, sendo um grande atrativo. No entanto, o desafio apresentado na demo ainda não está à altura da premissa, com a simples adição de inimigos não sendo suficiente para criar um desafio compatível. A repetição dos cenários entre as áreas também pode desanimar, especialmente considerando a necessidade de recomeçar várias vezes.

A interface já está completamente em português, o que é um ponto positivo a ser destacado. A expectativa é que a versão final do jogo traga mais distinção entre as áreas e aprimore o sistema de desafios. Se a Tripearl Games conseguir refinar esses aspectos, The Player Who Can’t Level Up tem potencial para se tornar um título de destaque no gênero roguelite. O lançamento em Acesso Antecipado na Steam está previsto para o terceiro trimestre de 2026, com lançamento completo para PlayStation 5, Xbox Series S|X e Nintendo Switch 2 no primeiro trimestre de 2027.

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