Path Tracing em Pragmata: Arte Visual vs. Desempenho de Jogo
O aguardado lançamento de Pragmata, da Capcom, trouxe à tona um debate acalorado entre entusiastas de tecnologia: até onde a busca pela perfeição visual deve pesar no desempenho de um jogo? Desenvolvido com a RE Engine, o game emprega tecnologias de ponta como o Path Tracing, levantando a questão se o ganho estético justifica a demanda por hardware potente.
Este artigo mergulha em testes de performance detalhados, comparando desde a poderosa RTX 5090 até a mais modesta RX 580, para orientar você sobre a melhor forma de desfrutar de Pragmata.
A análise abrange o confronto entre o Path Tracing e a tradicional rasterização, explorando as melhorias em iluminação e reflexos que o novo método oferece, mas também os custos em termos de FPS. Conforme divulgado pelas fontes, a implementação do Path Tracing em Pragmata foi um projeto de um ano e meio da Capcom em colaboração com a NVIDIA, resultando em visuais que dividem opiniões.
O Duelo Visual: Path Tracing Contra Rasterização
A iluminação realista proporcionada pelo Path Tracing em Pragmata é um de seus maiores trunfos. Essa tecnologia resolve problemas de iluminação indireta, criando ambientes fechados com luz homogênea e natural, eliminando sombras artificiais e contornos estranhos. Em contraste, a rasterização, método mais antigo, pode apresentar um visual mais dramático com contrastes acentuados, porém menos fiel à realidade.
Um dos avanços mais significativos do Path Tracing e outras tecnologias de traçado de raio é a correção de reflexos. Na rasterização, Pragmata sofria com reflexos de tela que desapareciam ou criavam “fantasmas” indesejados durante o movimento do personagem, um problema que o Path Tracing soluciona com eficácia.
Performance: O Que Você Precisa Para Rodar Pragmata?
Pragmata é, sem dúvida, um jogo exigente, projetado claramente para o uso de tecnologias de upscaling como DLSS e FSR. Para entusiastas que buscam rodar o game em 4K com Path Tracing ativado, mesmo uma RTX 5090 entrega apenas 30 FPS, tornando o uso de DLSS nos modos Qualidade ou Desempenho essencial para atingir os 60 FPS.
Para uma experiência em Full HD com Path Tracing, a RTX 5060 Ti é considerada o mínimo, preferencialmente com DLSS no modo Equilibrado. Já a RTX 3060 consegue manter o jogo acima dos 60 FPS em Full HD com Ray Tracing e DLSS em Qualidade. Usuários de Intel Arc B580 podem rodar o jogo com Ray Tracing em Full HD, mas a falta de suporte oficial ao Intel XeSS força o uso do FSR 3, que pode gerar cintilações na imagem.
Surpreendentemente, o jogo se mostra escalonável. A RX 580 (8GB) consegue rodar Pragmata em Full HD com configurações Médio/Alto e FSR 3 em Qualidade, mantendo uma média de 40 FPS, um feito notável para hardware mais antigo. Até mesmo dispositivos como o Steam Deck e a GTX 1060 de 3GB conseguem iniciar o jogo, embora com sacrifícios visuais consideráveis.
A Polêmica: Exclusividade e Limitações do Ray Tracing
Um ponto de crítica é a exclusividade tecnológica do Path Tracing, disponível apenas para placas GeForce RTX. Usuários de AMD Radeon e Intel Arc ficam restritos ao Ray Tracing convencional. Além disso, em resoluções mais baixas, o Ray Tracing pode gerar ruído visual excessivo, em alguns casos, resultando em uma imagem inferior à rasterização pura.
Qual a Melhor Configuração Para Pragmata?
Para a maioria dos jogadores, o Ray Tracing tradicional se apresenta como o ponto ideal. Ele corrige os principais problemas de reflexos e consistência visual da RE Engine sem exigir o hardware proibitivo do Path Tracing. Para usuários de placas NVIDIA, o DLSS é uma ferramenta fundamental para manter a estabilidade de quadros. Pragmata demonstra a vanguarda técnica da Capcom, oferecendo opções para uma ampla gama de hardwares.