Remedy Entertainment revela detalhes sobre Control Resonant e o futuro do universo conectado em entrevista exclusiva
A Remedy Entertainment marcou presença na gamescom latam 2026 para apresentar novidades sobre Control Resonant. Em uma conversa exclusiva, Mikael Kasurinen, diretor do jogo e de títulos como Control e Quantum Break, compartilhou insights sobre a evolução das mecânicas e a interconexão entre os jogos do estúdio.
Kasurinen explicou a visão da Remedy para o Remedy Connected Universe (RCU), descrevendo-o como um grande edifício onde cada jogo representa uma janela para diferentes facetas. Embora as histórias se passem em “espaços separados”, todas pertencem ao mesmo universo, permitindo integrações futuras.
“É muito importante que veja cada uma delas como um jogo diferente, como survival horror, ação e RPG. É essencial que eles tenham forças para andar com suas próprias pernas”, afirmou Kasurinen, enfatizando a individualidade de cada título dentro do RCU. A seguir, confira os detalhes sobre o que esperar de Control Resonant.
O Conceito do Remedy Connected Universe
Mikael Kasurinen comparou o Remedy Connected Universe (RCU) a um “grande edifício”, onde cada jogo é uma “faceta” vista por uma “janela”. Essa analogia ilustra como as diversas narrativas, apesar de independentes, se encaixam em um plano maior. Ele ressaltou a importância de cada jogo ter sua identidade de gênero bem definida, seja survival horror, ação ou RPG, para que possam “andar com suas próprias pernas”.
“Você pode ver a ligação através de personagens diferentes que vão aparecer em um jogo ou outro. Isso definitivamente pode acontecer. Mas o que não queremos é misturar dois gêneros, o que levaria à confusão”, declarou Kasurinen. Essa filosofia garante que cada experiência seja focada e coesa, evitando diluir a proposta principal.
A categoria de cada jogo é fundamental para estabelecer as bases da experiência oferecida ao público. Kasurinen explicou que, diferentemente de filmes, jogos exigem escolhas mais profundas dos jogadores, que se inclinam para terror, ação ou estratégia, tornando a definição do gênero ainda mais crucial.
Jesse e Dylan: Uma Nova Perspectiva em Control Resonant
Em Control Resonant, a história se concentrará em Dylan, mas sua irmã, Jesse, terá um papel importante. A jornada de Dylan envolverá descobrir o que aconteceu com Jesse após os eventos do primeiro jogo e como lidar com os problemas que afetam Nova York. “Será o ‘outro lado da moeda’, o primeiro começa com Jesse chegando à Oldest House querendo saber o que aconteceu com seu irmão. Agora, o novo jogo começa com ele saindo deste lugar, querendo saber o que ocorreu com sua irmã”, explicou o diretor.
Essa mudança de perspectiva justifica o título “Control Resonant” em vez de “Control 2”. Kasurinen esclareceu que, enquanto franquias como Alan Wake são centradas em um personagem principal, Control é “sobre o mundo”. Essa abordagem mais ampla permite explorar o universo sob o ponto de vista de diferentes figuras.
“Se nunca jogou um título da Remedy antes, pode pular e jogar este direto e começar a entender como os personagens veem este mundo. Depois, se quiser, pode jogar o primeiro para aprender mais sobre como tudo isso funciona”, garantiu Kasurinen. O jogo foi projetado para ser acessível a novos jogadores, sem a obrigatoriedade de ter jogado o título anterior.
Evolução do Gameplay e Mecânicas Inéditas
Control Resonant representa uma evolução natural da fórmula da Remedy, aprimorando o combate físico e adicionando elementos sobrenaturais. Se em Control Jesse utilizava telecinese e habilidades similares, em Resonant essas capacidades serão “amplificadas”.
Uma das grandes novidades é o combate corpo a corpo (melee), que foi tratado com grande atenção para ser “o mais satisfatório e empolgante possível”. Kasurinen destacou o esforço em injetar o “twist” característico da Remedy, algo que diferencia o jogo de outros títulos.
A forma como Dylan lida com os conflitos será distinta da de Jesse. Enquanto Jesse usava uma pistola, Dylan terá uma arma que “pode mudar de forma”, representando um ciclo de “nascimento e morte”. Essa mecânica cíclica, onde equipamentos são usados e descartados, contribui para o ritmo do jogo.
As mudanças gravitacionais também são um destaque, com a realidade se dobrando para criar novas superfícies de navegação, lembrando filmes como “A Origem” e “Doutor Estranho”. Apesar dos desafios de design, a equipe buscou tornar o mundo “intuitivo” e compreensível para o jogador.
“Não acho que tenha alguém que realmente tentou fazer o que temos da mudança gravitacional, ao menos até onde pudemos ver. Tivemos de fazer todo o design com este ponto de vista”, afirmou o diretor. Ele promete que, mesmo com o visual que pode parecer caótico, tudo foi “cuidadosamente feito para trabalhar dentro dos princípios” e garantir uma experiência clara.
Kasurinen finalizou com uma promessa audaciosa: “Nós fizemos coisas insanas ali. Vai explodir mentes, mal posso esperar para ver como as pessoas se sentirão quando descobrirem”. Control Resonant está previsto para ser lançado em 2026 para PlayStation 5, Xbox Series e PC.