Delta Air Lines busca impulsionar lucros com inteligência artificial A Delta Air Lines está mirando um aumento significativo em sua margem de lucro, projetando um crescimento de 50% ao migrar de 10% para 15%. A estratégia central envolve a implementação

Delta Air Lines busca impulsionar lucros com inteligência artificial

A Delta Air Lines está mirando um aumento significativo em sua margem de lucro, projetando um crescimento de 50% ao migrar de 10% para 15%. A estratégia central envolve a implementação de inteligência artificial (IA) para aprimorar a tomada de decisões em áreas cruciais como cortes de custos, precificação de passagens e alocação de assentos.

O CEO da companhia, Ed Bastian, detalhou os planos em uma participação em podcast, enfatizando como a IA pode transformar o gerenciamento de receitas. A meta é utilizar dados preditivos para otimizar a divisão de tarifas e o número de lugares disponíveis, buscando maximizar a receita por voo.

Essa não é a primeira vez que a Delta explora o uso de IA para precificação. Anteriormente, a empresa havia sugerido a possibilidade de definir preços individualmente por passageiro, mas recuou diante da pressão política nos Estados Unidos. Agora, a abordagem parece ser mais focada em otimizar as faixas tarifárias existentes, conforme divulgado por fontes da própria companhia.

Como a IA otimizará as decisões da Delta

Ed Bastian explicou que, atualmente, as tecnologias de precificação se baseiam em dados históricos. A inteligência artificial, no entanto, promete ir além, utilizando dados preditivos para antecipar tendências futuras e tornar o processo de gestão de receitas mais eficiente. Isso significa que a IA analisará um volume maior de informações para prever a demanda e ajustar os preços e a disponibilidade de assentos de forma mais dinâmica.

O gerenciamento de receitas em companhias aéreas é complexo, envolvendo a divisão de assentos em diferentes categorias, como vendas antecipadas, de última hora, pacotes corporativos e uso de milhas. O objetivo é sempre alcançar a receita máxima possível por voo. Cobrar muito barato ou alocar muitos assentos para promoções pode significar perder dinheiro com passageiros dispostos a pagar mais.

Por outro lado, precificar assentos muito caros ou limitar ofertas promocionais pode resultar em aeronaves com muitos lugares vazios, o que também representa uma perda de oportunidade de receita. A IA, segundo a Delta, ajudará a encontrar o equilíbrio ideal entre esses cenários.

As passagens aéreas ficarão mais caras com a IA?

A promessa da Delta é que o uso de IA para ajustar tarifas não necessariamente resultará em um aumento generalizado dos preços. A ideia é que, em casos de previsão de baixa demanda, alguns voos possam ter passagens mais acessíveis. A tecnologia permitiria uma flexibilidade maior na definição de preços, adaptando-se às condições de mercado em tempo real.

No entanto, a prática pode apresentar nuances. Especialistas do setor, como Sebastian Mikosz, ex-CEO da LOT Polish Airlines, já apontaram que companhias aéreas muitas vezes preferem manter um assento vazio a oferecer descontos agressivos. Isso ocorre porque descontos constantes podem desestruturar o modelo de precificação, incentivando os passageiros a esperar por ofertas de última hora e, consequentemente, reduzindo a receita.

Além disso, a manutenção de alguns assentos vazios é estratégica para lidar com imprevistos, como realocações de passageiros de voos com overbooking ou acomodação de viajantes com conexões perdidas devido a atrasos ou cancelamentos. Esses assentos podem ser vendidos a preços mais altos para passageiros com necessidade de viajar com urgência, representando uma fonte de receita adicional e uma ferramenta para gerenciar a operação.

Seja o primeiro a receber notícias e cursos gratuitos