Kabum expulsa lojas por venda de Windows e Office piratas após reclamações de consumidores
O e-commerce Kabum confirmou a expulsão de pelo menos uma loja que comercializava softwares piratas da Microsoft, incluindo chaves falsas de Windows e Office. A medida surge após uma onda de reclamações de consumidores que adquiriram licenças supostamente vitalícias, mas perderam o acesso aos programas pouco tempo depois.
Relatos divulgados em redes sociais e fóruns indicam que as chaves adquiridas eram inválidas, levando à impossibilidade de uso dos softwares. Um usuário do Reddit descreveu a situação como uma compra de “mídia física bizarra”, e ao contatar o suporte oficial da Microsoft, descobriu que as chaves eram falsas.
O Kabum declarou que monitora continuamente suas operações para assegurar a qualidade e a originalidade dos produtos vendidos em sua plataforma. A empresa afirmou que inativa imediatamente lojistas e ofertas consideradas irregulares, buscando manter a confiança de seus clientes.
Suspeitas levantam bandeira vermelha para softwares “vitalícios”
As denúncias ganharam força com relatos detalhados na plataforma Reclame Aqui. Clientes descreveram a compra de pacotes como Windows Server 2025 Datacenter, Windows 11 Pro/Home com chave vitalícia, Visual Studio 2026 Enterprise e Pacote Office 2024 com funcionamento perpétuo. Os valores, muitas vezes inferiores a R$ 200, levantaram suspeitas.
Um consumidor relatou que, ao verificar o diretório oficial de parceiros da Microsoft, a empresa vendedora não constava como autorizada, reforçando a suspeita de irregularidade. Ele se sentiu “diretamente prejudicado”, pois sua empresa foi impactada quando a Microsoft passou a não reconhecer as licenças adquiridas.
Kabum promete rigor e combate à pirataria
Em resposta às alegações, o Kabum informou que mantém contato direto com as fabricantes e tem acesso às listas de parceiros autorizados. A empresa reforçou seu compromisso em garantir a procedência dos produtos vendidos em seu marketplace, operando tanto com estoque próprio quanto com vendedores terceirizados.
A plataforma enfatizou que o monitoramento é constante. “Inativamos imediatamente o lojista e a oferta irregulares”, declarou o Kabum. A empresa, fundada em 2003 e adquirida pelo grupo Magazine Luiza em 2021, busca assim reprimir a venda de softwares piratas e proteger seus consumidores.
O impacto da venda de softwares falsificados
A comercialização de licenças falsas de Windows e Office não apenas prejudica os consumidores e empresas, que perdem o acesso a softwares pagos e correm riscos de segurança, mas também afeta a integridade do mercado online. A ação do Kabum visa coibir essas práticas ilegais.
Ainda não há informações sobre quantos outros lojistas podem ser expulsos da plataforma. A investigação e o monitoramento contínuos são essenciais para garantir que o Kabum se mantenha um ambiente seguro e confiável para a compra de produtos de tecnologia.