O Mistério do Volante à Direita: Uma Viagem Pelas Origens da “Mão Inglesa” Você já se deparou com um carro com o volante no lado direito e se perguntou o motivo? Essa configuração, conhecida como “mão inglesa”, é uma herança

O Mistério do Volante à Direita: Uma Viagem Pelas Origens da “Mão Inglesa”

Você já se deparou com um carro com o volante no lado direito e se perguntou o motivo? Essa configuração, conhecida como “mão inglesa”, é uma herança histórica presente em nada menos que 76 países ao redor do mundo.

A maioria dessas nações tem laços com o Reino Unido, sendo ex-colônias britânicas. No entanto, o Japão, um país que nunca foi colônia britânica, também adota essa tradição, adicionando uma camada extra de curiosidade a essa prática.

Mas quais são as razões por trás dessa escolha? Exploraremos as teorias mais aceitas e como essa tradição se mantém viva até os dias de hoje, influenciando o trânsito global. Conforme informação divulgada em matérias jornalísticas, o motivo da diferença está relacionado a uma herança histórica.

Carroças e Cavalos: O Início da Tradição

Uma das explicações mais difundidas para o volante no lado direito remonta aos tempos das antigas carroças de carga. O cocheiro, para ter uma melhor visão dos vários cavalos que puxavam o veículo, sentava-se no lado esquerdo.

Enquanto isso, seu assistente, que ficava na direita, era o responsável por manusear o chicote. Com a chegada dos automóveis, a tradição do condutor posicionado à esquerda teria permanecido, moldando o design dos veículos.

Segurança e Espadas: A Explicação Medieval

Outra teoria aponta para a segurança dos cavaleiros na Europa medieval. A preferência era por cavalgar pelo lado esquerdo das estradas. Essa posição permitia que o cavaleiro tivesse a mão direita livre, pronta para desembainhar a espada em caso de necessidade de um duelo.

Embora os tempos tenham mudado drasticamente, o Reino Unido manteve essa tradição, que se estendeu para muitas de suas antigas colônias, perpetuando o modelo do volante à direita.

Países que Mudaram e Países que Permanecem Fiéis

Nem todos os países mantiveram o sistema britânico. A Argentina, por exemplo, fez a transição para o volante à esquerda em 1945, enquanto Portugal realizou essa mudança em 1928. No entanto, nações como Austrália, Índia, Cingapura e o já mencionado Japão continuam firmes na adoção do volante à direita.

Como o “Mão Inglesa” Afeta o Interior do Carro?

Apesar da posição do volante, o interior de um carro com “mão inglesa” mantém muitas semelhanças com o modelo mais comum. As hastes de seta, por exemplo, continuam localizadas no lado esquerdo do motorista, e o pedal do acelerador permanece à direita.

A principal diferença perceptível é que a alavanca do câmbio fica posicionada à esquerda do condutor. Contudo, é importante notar que a disposição das marchas, em si, segue o padrão conhecido, sem alterações na sua funcionalidade.

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