Phantom Blade Zero impressiona na Gamescom Latam com combate ágil e visuais deslumbrantes, afastando-se de clichês “soulslike”.
A prévia de Phantom Blade Zero, divulgada após a Gamescom Latam, revela um título de ação que promete entregar uma experiência frenética e visualmente espetacular, com lançamento previsto para 8 de setembro de 2026 para PlayStation 5 e PC. Diferente do que muitos esperavam, o jogo parece se distanciar significativamente das características mais comuns dos títulos “soulslike”, focando em um combate rápido e coreografado.
A demonstração, testada em uma RTX 5080 com tecnologias da NVIDIA como DLSS 4 e Multi Frame Generation, destacou a fluidez dos movimentos e a beleza gráfica, inspirada nas artes marciais chinesas. A narrativa, embora ainda com mistérios, parece envolver escolhas que impactam o desfecho, adicionando profundidade à experiência.
Conforme informações de quem testou a build, Phantom Blade Zero se distancia do controle de vigor em ataques básicos, priorizando um ritmo de jogo mais acelerado, similar a hack’n slash. Essa abordagem visa entregar a ação pura e visceral que muitos fãs de jogos de combate rápido buscam, com golpes especiais consumindo uma barra de energia adicional. A reportagem detalha a jogabilidade, os gráficos e as expectativas para o lançamento.
Combate Dinâmico e Sem Limitações de Vigor em Movimentos Básicos
A jogabilidade de Phantom Blade Zero na prévia da Gamescom Latam focou em demonstrar o combate, que se mostrou impressionante. Utilizando controles semelhantes aos do Xbox, o bloqueio e o bloqueio perfeito são acionados pelo LB, exigindo timing preciso. Segurar a defesa de forma contínua deixa o protagonista, Soul, cansado e vulnerável, incentivando o uso de parries e esquivas (RB) no momento certo, especialmente contra ataques que não podem ser bloqueados.
As esquivas não apenas salvam o jogador de situações perigosas, mas também servem como contra-ataque, mudando o fluxo do combate. As batalhas são altamente coreografadas e frenéticas, conforme prometido pela desenvolvedora S-GAME. Um ponto crucial é que os golpes rápidos, associados ao botão X, não consomem vigor (Sha-Chi). Apenas golpes pesados ou especiais, atrelados ao botão Y e RT, utilizam essa barra, que se recupera rapidamente.
Essa mecânica permite uma sequência de movimentos ágeis sem penalizar o jogador com cansaço, algo comum em RPGs com gerenciamento de estamina. O objetivo é um combate focado em velocidade, similar a um hack’n slash, que agrada aos fãs de experiências mais fluidas. A pitada de gerenciamento de vigor nos bloqueios incentiva o domínio de outras táticas defensivas eficientes, como o parry e as esquivas precisas.
Arsenal Variado e Finalizações Impactantes
A demonstração de Phantom Blade na Gamescom Latam apresentou duas armas normais: uma espada tradicional e ágil, e dois anéis metálicos com lâminas, conhecidos como Rodas de Vento e Fogo. A espada oferece um combate balanceado, enquanto os anéis proporcionam agilidade e rapidez. Espera-se um arsenal ainda maior na versão final do jogo.
As armas especiais, acionadas pelo RT e que consomem Sha-Chi, incluem um cuspidor de fogo com design inspirado em dragões chineses e um machado pesado capaz de destruir inimigos e partes do cenário. Ao drenar a barra de vigor do inimigo e danificá-lo suficientemente, ele fica vulnerável a finalizações especiais, geralmente ativadas pelo botão Y. Essas animações são belas e bem coreografadas, embora na demo tenham se mostrado um pouco repetitivas, com a expectativa de mais variações na versão completa.
A experiência de jogo, mesmo que breve, foi suficiente para confirmar a estrutura do game, que honra os títulos de ação pura e hack’n slash. Elementos pontuais, como o menu de pausa e checkpoints em sinos, remetem aos “soulslike”, mas sem comprometer a ação frenética.
Gráficos de Ponta e Desempenho Otimizado com Tecnologias NVIDIA
A build de demonstração ainda apresentava um estado inicial em termos de configurações gráficas, sem opções de personalização disponíveis. Apesar da ausência do Path Tracing na demo, as técnicas tradicionais do Lumen já garantiam um visual moderno e consistente. O jogo rodou em uma RTX 5080, indicando um potencial de desempenho satisfatório na versão final, especialmente com o suporte às tecnologias NVIDIA.
O uso de DLSS 4 e Multi Frame Generation (MFG) foi confirmado, e mesmo com o gerador de quadros ativo, a latência se mostrou muito boa, permitindo até mesmo derrotar o chefe da demo. A performance fluida é crucial para a precisão em mecânicas como o parry, onde quedas de FPS podem ser prejudiciais. A otimização, especialmente com o futuro suporte ao Path Tracing, é um ponto a ser observado na análise completa.
Ao morrer, o jogador renasce no checkpoint (sino) mais próximo ativado. A proximidade entre os pontos de renascimento e os chefes parece ser um ponto positivo, evitando longas caminhadas. Dúvidas sobre o sistema de upgrades, exploração de cenários e o funcionamento completo dos sinos de checkpoint, como a possibilidade de respawn de inimigos para farmar experiência, serão esclarecidas em builds futuras.
Phantom Blade Zero: Uma Nova Abordagem à Ação Pura
Phantom Blade Zero se destaca por se afastar da rigidez do controle de vigor em movimentos comuns, característica marcante dos “soulslike”. A ênfase recai sobre batalhas frenéticas, viscerais e sem as restrições de cadência impostas pela estamina em cada passo ou golpe básico. Essa abordagem o alinha mais com a filosofia de jogos de ação pura e hack’n slash, como Devil May Cry e Ninja Gaiden.
A movimentação pelo cenário também foi pensada para ser fluida e estilosa, com o protagonista utilizando elementos do ambiente, como paredes e correntes, para se locomover rapidamente. Essa liberdade de movimento e a capacidade de “firular” nos combates reforçam a identidade de ação desenfreada do jogo.
Em suma, a prévia de Phantom Blade Zero na Gamescom Latam dissipou os receios iniciais, confirmando que o título prioriza a velocidade, o combate ágil e um visual impressionante. O jogo promete ser um dos grandes destaques de 2026, oferecendo uma experiência de ação pura e satisfatória para os jogadores.