Phantom Blade Zero: Visita exclusiva à China revela detalhes do aguardado game de ação e combate
O Canaltech viajou até a China para um evento de hands-on de Phantom Blade Zero, um título que tem gerado grande expectativa na comunidade gamer. A experiência, promovida pela S-Game, incluiu não apenas o contato com o jogo, mas também uma imersão cultural em Pequim e Xangai, com visitas a locais históricos e degustação da culinária local.
O foco principal, no entanto, foi o game. Em um ambiente preparado com PCs de ponta, incluindo RTX 5080 e Ryzen 7 9800X3D, tivemos cinco horas para explorar as mecânicas e o potencial de Phantom Blade Zero. As impressões iniciais são extremamente positivas, especialmente no que diz respeito ao sistema de combate, carro-chefe do desenvolvimento da S-Game.
Conforme informação divulgada pela S-Game, Phantom Blade Zero busca oferecer uma experiência única, combinando a intensidade do combate soulslike com a fluidez e a beleza das artes marciais chinesas. A promessa é de um jogo que não apenas desafia o jogador, mas também o recompensa com um espetáculo visual e de jogabilidade. A seguir, detalhamos os aspectos mais importantes do que vimos.
O Combate: Coração de Phantom Blade Zero
A S-Game dedicou grande parte de seu esforço ao combate, um aspecto que, segundo o diretor do jogo, Soulframe, é o orgulho do estúdio. Durante a demonstração, tivemos a oportunidade de experimentar diversas armas e presenciar gravações de kung-fu em captura de movimento, evidenciando o cuidado com as animações e coreografias. Os primeiros trailers já indicavam um alto nível de qualidade, e a experiência jogando confirmou essa impressão.
As coreografias de luta em Phantom Blade Zero são descritas como impressionantes, com potencial para se tornarem referência no mercado. A fluidez e o impacto de cada golpe, somados à resposta precisa dos controles, criam uma sensação visceral durante os confrontos. O jogo oferece mecânicas familiares como ataque, defesa, aparo (parry) e esquiva, mas a forma como tudo se integra resulta em um combate dinâmico e cinematográfico.
Apesar de a S-Game afirmar que Phantom Blade Zero não é um soulslike, a experiência sugere o contrário. Para jogadores com vasta experiência no gênero, as semelhanças no combate são notáveis, desde a necessidade de timing para aparar golpes até a gestão de estamina, elementos que remetem diretamente a títulos como Dark Souls.
Dificuldade Equilibrada e Dinâmica de Combate
O jogo apresenta três níveis de dificuldade: fácil, normal e difícil, permitindo que o jogador ajuste o desafio à sua preferência. Testando no modo mais difícil, foi possível perceber que a complexidade varia significativamente, especialmente em confrontos contra chefes. O primeiro chefe principal exigiu diversas tentativas, enquanto um chefe opcional, uma mulher em um vestido vermelho, apresentou um desafio ainda maior, demandando mais de 15 tentativas para ser derrotada.
A S-Game enfatiza que a mudança de dificuldade em Phantom Blade Zero afeta não apenas a vida e o dano dos inimigos, mas também seu comportamento. No modo difícil, por exemplo, inimigos executam ataques únicos e adotam padrões de combate distintos, algo que foi observado durante o evento, aumentando a rejogabilidade e a profundidade tática.
Essa abordagem na progressão e no desafio sugere um jogo que busca agradar tanto jogadores casuais quanto aqueles que buscam uma experiência mais punitiva e recompensadora, típica dos jogos do gênero soulslike. A curva de aprendizado parece bem trabalhada, incentivando a experimentação e a adaptação às diferentes situações de combate.
Exploração e Cenários de Tirar o Fôlego
Quanto à exploração, a S-Game descreveu o mundo de Phantom Blade Zero como não totalmente aberto, mas também não linear. A sensação durante o teste foi de um grande corredor com ramificações e áreas um pouco mais abertas, oferecendo certa liberdade de movimento. Em cinco horas de jogo, foi possível ter um vislumbre dessa estrutura, com caminhos paralelos que levavam a itens ou baús com recompensas.
Embora a preocupação com trechos excessivamente lineares exista, a descoberta de um desafio opcional explorando sugere que o jogo pode oferecer mais liberdade do que o inicialmente percebido. Os cenários apresentados, especialmente no início do jogo, são visualmente deslumbrantes, com paisagens naturais ricas e variadas, lembrando a estética de outros títulos ambientados na China antiga, como Black Myth: Wukong.
Experiência no PC e Potencial Gráfico
Rodando na Unreal Engine 5, Phantom Blade Zero impressiona graficamente. O realismo, especialmente na captura facial e nos efeitos visuais, é notável. No entanto, foram observados alguns stutterings, principalmente durante a travessia de cenários, um ponto que a S-Game afirmou estar trabalhando nas otimizações finais antes do lançamento. Apesar disso, mesmo em 4K, a RTX 5080 manteve facilmente mais de 60 FPS, demonstrando o bom desempenho do jogo.
Apesar de não termos tido acesso total às configurações gráficas, como DLSS, Ray Tracing e Path Tracing, a qualidade da rasterização já é alta, com iluminação, sombras e reflexos de excelente qualidade. A expectativa é que as tecnologias de Ray/Path Tracing elevem ainda mais a fidelidade visual. Phantom Blade Zero tem potencial para ser um dos grandes lançamentos de 2026, prometendo uma experiência marcante para fãs de soulslike, RPGs de ação e da cultura de artes marciais chinesas. O jogo tem lançamento previsto para 28 de outubro para PlayStation 5 e PC.