Tinder busca combater bots e perfis falsos com tecnologia de reconhecimento de íris O Tinder anunciou uma nova e controversa medida para aumentar a segurança em sua plataforma e combater o crescente problema de perfis falsos criados por inteligência artificial.

Tinder busca combater bots e perfis falsos com tecnologia de reconhecimento de íris

O Tinder anunciou uma nova e controversa medida para aumentar a segurança em sua plataforma e combater o crescente problema de perfis falsos criados por inteligência artificial. A novidade consiste na adoção do reconhecimento de íris, um método biométrico avançado que visa garantir a autenticidade dos usuários.

Essa tecnologia será implementada através de uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, o CEO da OpenAI. A iniciativa, que já passou por testes no Japão, promete trazer uma camada adicional de verificação, indo além dos métodos já existentes no aplicativo.

O objetivo principal é dificultar a ação de golpistas e robôs que se utilizam de IA para criar perfis enganosos, uma prática que tem se tornado cada vez mais comum em aplicativos de relacionamento. A informação foi divulgada com base em conteúdos que apontam para a nova funcionalidade, conforme reportado inicialmente em fontes como a BBC.

Tecnologia World ID chega ao Tinder com bônus para usuários verificados

A nova funcionalidade de verificação por íris será oferecida por meio do serviço World ID. Usuários que optarem por realizar essa checagem biométrica no próprio aplicativo, onde a tecnologia estiver disponível, receberão benefícios. Entre eles, está um selo de verificação que atesta a autenticidade do perfil, além de outros bônus ainda a serem detalhados pela plataforma.

A verificação por íris é vista pelo Match Group, proprietário do Tinder, como um passo natural na evolução da segurança do aplicativo. Atualmente, o Tinder já exige um vídeo de verificação para confirmar a humanidade dos usuários, e o World ID surge como um reforço significativo nessa luta contra fraudes e perfis falsos.

Brasil proíbe World ID e impede uso da nova tecnologia de verificação do Tinder

Apesar do avanço tecnológico, a implementação do World ID, e consequentemente da verificação por íris no Tinder, enfrenta um obstáculo legal no Brasil. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) proibiu o uso do serviço World ID no país desde janeiro de 2025.

A decisão da ANPD se deu porque a proposta do Worldcoin, serviço que oferece a criação do World ID, incluía a oferta de recompensas financeiras para quem realizasse a leitura de íris. O órgão regulador entendeu que essa prática poderia interferir na livre vontade dos indivíduos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade, e por isso vetou a sua operação em território nacional.

O impacto da IA em golpes e fraudes em aplicativos de namoro

A preocupação do Tinder com perfis falsos e IA não é à toa. Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de aplicativos de namoro perderam cerca de US$ 1 bilhão em fraudes apenas em 2025. No Brasil, casos de deepfakes para venda de produtos falsos, como o ocorrido com o médico Drauzio Varella, evidenciam a sofisticação dos golpes online.

Relatos de usuários, como o de uma usuária do Tinder no Reino Unido que estima que 30% dos perfis vistos sejam de bots, e levantamentos como o da Norton, que indica que mais da metade dos usuários de apps de namoro nos EUA já se depararam com situações semelhantes, reforçam a urgência de medidas eficazes contra a disseminação de inteligência artificial maliciosa em plataformas de relacionamento.

Alternativas de segurança no Brasil: Face Check como medida contra perfis falsos

Enquanto o World ID está vetado no Brasil, o Tinder segue investindo em outras formas de verificação. Desde dezembro de 2025, o aplicativo implementou o Face Check, uma ferramenta de verificação facial semelhante à utilizada em aplicativos bancários.

Essa tecnologia visa fortalecer a segurança contra perfis falsos, deepfakes e a entrada de menores de idade na plataforma. O Face Check funciona como uma camada adicional de proteção, garantindo que os usuários que o realizam sejam quem dizem ser, mesmo sem o uso da tecnologia de reconhecimento de íris.

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