Vivo intensifica testes com Starlink e prepara grande anúncio sobre internet via satélite para celulares
A Vivo está prestes a anunciar uma parceria estratégica com a Starlink, empresa de Elon Musk, para oferecer acesso à internet via satélite diretamente em smartphones. A novidade, que já vem sendo testada através da tecnologia D2D (Direct to Device), promete expandir a conectividade, especialmente em locais onde o sinal tradicional de telefonia móvel é precário.
Clientes da Vivo já começam a notar a presença da rede “Vivo Starlink” em seus aparelhos, indicando que os testes estão avançando e um anúncio oficial pode estar próximo. Essa colaboração representa um passo significativo para democratizar o acesso à internet de alta velocidade no país, utilizando o que há de mais moderno em tecnologia de comunicação.
A viabilização dessa parceria foi possível graças a um sandbox regulatório da Anatel, que flexibilizou as exigências para testes de novas tecnologias. Conforme informações divulgadas pelo site especializado TeleSíntese e confirmadas por fontes do Tecnoblog, as empresas estão em fase final de negociação para oficializar o acordo e iniciar a oferta do serviço.
O que é a tecnologia Direct to Device (D2D)?
A tecnologia Direct to Device, ou D2D, é a grande estrela por trás dessa futura parceria. Ela permite que seu smartphone se conecte diretamente a um satélite, eliminando a necessidade de antenas externas ou equipamentos adicionais. A maioria dos aparelhos mais recentes, incluindo modelos premium e alguns intermediários, já são compatíveis com essa funcionalidade.
O D2D é visto como um complemento essencial para as redes 4G e 5G. Sua principal aplicação será em áreas remotas, rurais ou de difícil acesso, onde a cobertura de telefonia móvel tradicional é inexistente ou muito fraca. Assim, a Vivo busca garantir que seus clientes estejam conectados em qualquer lugar.
Sandbox regulatório da Anatel foi crucial para testes
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) desempenhou um papel fundamental ao criar um ambiente regulatório favorável para os testes. O chamado sandbox regulatório permitiu que a Vivo e a Starlink realizassem experimentos com a tecnologia D2D sob regras simplificadas, acelerando a coleta de dados e o planejamento para o lançamento comercial do serviço.
Essa iniciativa da Anatel demonstra um esforço contínuo para incentivar a inovação no setor de telecomunicações brasileiro, abrindo caminho para novas soluções que beneficiem os consumidores. A redução de exigências burocráticas foi vital para que as empresas pudessem testar a viabilidade da internet via satélite em celulares.
Detalhes do acordo e comparação internacional
Os detalhes específicos do acordo entre Vivo e Starlink, como custos e planos de serviço, ainda são mantidos em sigilo. Não se sabe, por exemplo, se o serviço será incluído em planos existentes ou se haverá uma taxa adicional. Nos Estados Unidos, a T-Mobile lançou um serviço similar em parceria com a Starlink, o T-Satellite, que inicialmente ofereceu apenas mensagens de texto.
O serviço da T-Mobile está incluído no plano Go5G Next, mas assinantes de outros planos ou de operadoras concorrentes pagam cerca de US$ 10 mensais. Esse modelo pode servir de referência para a oferta da Vivo no Brasil, que busca adaptar a tecnologia às necessidades do mercado local. A expectativa é que o serviço D2D complemente a cobertura existente, garantindo conectividade em situações extremas.
Parceria afasta rumores de internet “livre” da Starlink
O avanço das negociações entre Vivo e Starlink também ajuda a dissipar boatos recorrentes sobre a possibilidade de a Starlink oferecer internet diretamente ao consumidor sem uma operadora parceira. Do ponto de vista regulatório, a oferta de serviços de conexão via satélite no Brasil exige a atuação de uma operadora de telefonia móvel licenciada, categoria na qual a Starlink não se enquadra formalmente.
Portanto, a colaboração com a Vivo é essencial para que a tecnologia da Starlink possa ser comercializada legalmente no país. A expectativa é que essa parceria traga benefícios significativos para a conectividade brasileira, especialmente em regiões carentes de infraestrutura de telecomunicações, impulsionando a inclusão digital.