Samsung intensifica fabricação de memórias DRAM para conter avanço chinês e atender alta demanda global A gigante sul-coreana Samsung Electronics está promovendo uma **reorganização estratégica em suas linhas de produção de memórias DRAM**, com o objetivo de **aumentar a capacidade

Samsung intensifica fabricação de memórias DRAM para conter avanço chinês e atender alta demanda global

A gigante sul-coreana Samsung Electronics está promovendo uma **reorganização estratégica em suas linhas de produção de memórias DRAM**, com o objetivo de **aumentar a capacidade de fabricação em aproximadamente 15%** até o final do ano. A iniciativa visa não apenas responder à crescente demanda de clientes importantes, como a Apple, mas também **frear a expansão de fabricantes chinesas**, como a CXMT, no mercado global de semicondutores.

A empresa está focando seus esforços no campus de Hwaseong, especificamente na unidade H1, que estava com suas antigas linhas de memória LPDDR4 desativadas. Este espaço será **reaproveitado para a instalação de uma nova etapa final de produção de wafers de memória**, conforme noticiado pelo jornal sul-coreano SE Daily. A centralização da produção em um único local, em vez de distribuí-la por diferentes unidades, promete **reduzir o tempo de fabricação** ao eliminar a necessidade de transporte interno entre cidades e complexos industriais.

A iniciativa é liderada por Jun Young-hyun, chefe da divisão de semicondutores da Samsung, e ocorre em um cenário de **forte pressão no mercado global de memórias**. O setor, dominado por Samsung, SK Hynix e Micron, tem visto um aumento significativo nos preços de memórias DRAM convencionais. Essa alta é resultado da priorização na produção de chips para infraestrutura de inteligência artificial, o que impacta diretamente o mercado de eletrônicos básicos. Conforme um relatório da consultoria Counterpoint Research, os preços desses componentes **subiram entre 80% e 90% no início de 2026** em comparação com o final do ano anterior, refletindo-se no custo de smartphones, notebooks e videogames para o consumidor final.

Pressão nos preços e busca por alternativas

A elevação nos custos de produção tem levado fabricantes como Samsung, Lenovo e Dell a anunciarem o **reajuste de preços de seus produtos em 2026**, uma tendência que, segundo projeções, deve se estender até 2028. A situação é agravada pela queda nas remessas de smartphones, que atingiram o pior nível desde 2013. A Qualcomm, fabricante dos populares chips Snapdragon, já prevê **novos reajustes que impactarão ainda mais os preços nas lojas**.

China ganha espaço no mercado de DRAM

Diante da escassez e do aumento de preços, empresas como a Apple têm explorado a possibilidade de adquirir memórias de fabricantes chinesas, especialmente a CXMT. Segundo a imprensa estadunidense, a Apple teria buscado autorização das autoridades dos EUA para utilizar esses componentes em dispositivos vendidos fora do mercado americano. No entanto, essa movimentação enfrenta **resistência de players ocidentais**, como a Micron, que se opõem à aquisição de produtos da CXMT por outras companhias.

CXMT em ascensão com apoio chinês

A CXMT, focada na fabricação de memórias DRAM, realizou recentemente sua oferta pública inicial de ações (IPO) na bolsa de Xangai, alcançando uma **valorização expressiva de cerca de 470%** em seus papéis. A empresa faz parte da estratégia da China para **expandir sua participação no mercado de memória**, com projeções indicando que poderá alcançar uma fatia de 8% em 2025 e 11% até 2028, segundo dados da Counterpoint Research citados pela AP News. Essa ascensão chinesa é um dos principais fatores que motivam a Samsung a **acelerar sua produção e fortalecer sua posição competitiva** no cenário global de semicondutores.

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