Mercado de banda larga em junho de 2026: um retrato da competição e crescimento O mercado brasileiro de telecomunicações apresentou um cenário dinâmico em junho de 2026, com mudanças significativas na disputa por clientes de internet fixa. As grandes operadoras

Mercado de banda larga em junho de 2026: um retrato da competição e crescimento

O mercado brasileiro de telecomunicações apresentou um cenário dinâmico em junho de 2026, com mudanças significativas na disputa por clientes de internet fixa. As grandes operadoras nacionais e a Starlink se destacaram na atração de novos assinantes, enquanto os provedores regionais enfrentaram um período de perdas. Os dados, divulgados pela Anatel, também apontam para um avanço na velocidade média de conexão e na expansão do 5G.

No total, o Brasil encerrou o primeiro semestre com 56,6 milhões de acessos ativos em banda larga fixa. A tecnologia de fibra óptica consolida sua hegemonia, representando 80,4% de todas as conexões. A velocidade média contratada pelos brasileiros atingiu a marca expressiva de 520,98 Mb/s, mostrando um avanço considerável na qualidade da internet no país.

Curiosamente, o estado com a maior velocidade média de internet não é um dos mais populosos ou desenvolvidos do Sudeste. O Amapá lidera o ranking nacional neste quesito, com uma média impressionante de 737,40 Mb/s. Essas informações foram divulgadas pela Anatel, que acompanha de perto as movimentações do setor.

Provedores Regionais Sentem o Impacto da Concorrência Agressiva

A perda de clientes por parte dos provedores regionais em junho é um reflexo direto do aumento da concorrência no setor. Empresas com atuação mais restrita geograficamente enfrentam maiores desafios para reter sua base de usuários diante das ofertas robustas das grandes operadoras. Estas últimas, muitas vezes, combinam serviços de internet fixa, telefonia móvel e streaming em pacotes atrativos.

Essa estratégia de combos tem se mostrado eficaz, pressionando os players menores. A Algar, por exemplo, registrou uma baixa de 2 mil clientes, encerrando o mês com 837,1 mil acessos. Outra empresa afetada foi a Desktop, forte em São Paulo e em processo de aquisição pela Claro, que perdeu 1 mil assinantes, totalizando 1,19 milhão de contratos.

Poucas empresas regionais conseguiram manter a estabilidade ou apresentar crescimento em junho, e os números foram modestos. A Brasil TecPar e a Unifique adicionaram 2 mil clientes cada, enquanto a Brisanet conquistou apenas 1 mil novos assinantes, demonstrando a dificuldade em competir em um mercado cada vez mais concentrado.

Claro, Vivo e Starlink Lideram a Captação de Novos Clientes

A Claro se manteve como líder isolada no mercado brasileiro de banda larga, adicionando 21 mil novos assinantes em junho e reforçando sua posição com 10,8 milhões de conexões ativas. A Vivo também apresentou um desempenho positivo, ganhando 57 mil novos clientes de internet fixa e assegurando a vice-liderança nacional, com um total de 8,4 milhões de acessos.

A Starlink, provedora de internet via satélite da SpaceX, continuou sua trajetória de expansão, alcançando 1,5% de participação no mercado de banda larga. A empresa tem se destacado especialmente em zonas rurais, onde a fibra óptica ainda não chega. Segundo dados da Anatel, a Starlink possui 836.847 assinantes no Brasil, embora a companhia de Elon Musk afirme ter mais de 1 milhão de clientes no país.

Nio e TIM Mostram Recuperação e Crescimento Moderado

Um destaque positivo em junho foi a Nio, operadora que assumiu a antiga Oi Fibra. Após um período de perdas, a marca conseguiu reverter a curva, atraindo 9 mil assinantes e marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento. Esse resultado consolida a Nio como a terceira maior base de banda larga do país, com 3,25 milhões de acessos.

A TIM também apresentou um crescimento moderado em sua oferta de internet fixa, ativando 5 mil novos acessos e fechando o mês de junho com 906,4 mil contratos. Esses números indicam uma recuperação gradual para as operadoras que buscam expandir sua presença no mercado de banda larga fixa.

Expansão do 5G e o Papel das Operadoras Virtuais

Os dados da Anatel também revelaram avanços significativos na telefonia móvel. A tecnologia 5G continua em rápida adoção, alcançando 24,2% de participação nos acessos móveis no Brasil. Se considerarmos apenas os smartphones, excluindo conexões entre máquinas (M2M), a rede de quinta geração já responde por 30,5% dos acessos.

No segmento de operadoras móveis virtuais, que utilizam a infraestrutura de grandes teles, a Nucel lidera com folga, sendo a única a ultrapassar a marca de 1 milhão de linhas ativas, com 1.063.914 clientes. O Correios Celular aparece em terceiro lugar, com 936.633 clientes, mostrando a força desses modelos de negócio no mercado.

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